Ainda somos os mocinhos,
ou já nos perdemos no labirinto das sombras,
estragados por visões que dividem,
corrompidos por profissões que endurecem,
ou, pior, insensíveis e indiferentes,
sob o peso das decepções,
das tensões, dos amores partidos,
das responsabilidades que esmagam o peito?
Será que trilhamos uma estrada sem volta?
Ou haverá sempre um dia
onde a aurora nos devolve a chance
de sermos amanhã, e no amanhã,
melhores do que fomos hoje?
Quem nos impede de semear esperança,
de ser farol em meio à noite,
referência de ternura,
modelo de um gesto simples,
gentil e humano?
E se a regra fosse a empatia,
se a lei maior fosse o abraço,
se a sensibilidade fosse a espada
e a coragem e o amor ao próximo, fossem o escudo?
Não nos deixemos perder
em cancelamentos digitais,
nem sermos reféns de fake news
que apagam a verdade
e semeiam feridas invisíveis
que fazem eco em bytes e terabytes.
Que o discurso seja de amor, não de ódio!
Que a palavra cure,
e não condene;
que a esperança resista
ao barulho das guerras
e ao silêncio das almas cansadas.
Pois, no fundo, no fundo...
todo herói é apenas alguém
que decidiu, num instante,
ser um Ser Humano simplesmente... Bom!
Autor: Anderson C.S. Teinassis ― 02/10/2025
Trata-se de uma espécie de "Menu Cultural" do que o escritor vem produzindo no campo da poesia,conto, crônica,roteiro de cinema e TV,peça de teatro, e recentemente: novelas on-line. Além de compartilhamento de pensamentos e troca de experiências com todos aqueles que de alguma forma colaboram com a cultura sergipana.
domingo, 5 de outubro de 2025
AINDA SOMOS OS MOCINHOS?
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"Conheça todas as teorias, domine as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana." - Gustav Jung